Por Elton "Smaug" R. Vieira
Olá amiguinhos.
Há um esporte que virou moda atualmente no Brasil: o MMA
(Mixed Martial Arts) ou, em pt-br, Artes Marciais Mistas. Que é o equivalente
ao antigo vale-tudo; sem valer, entretanto, tudo. Os campeonatos de MMA (UFC,
Pride, Bellator, etc.) estão atraindo multidões de fãs e entusiastas. Lutadores
desse esporte estão sendo elevados ao status de celebridade. Possuindo até linha
de brinquedos para crianças, vejam só a ironia da coisa.
Mas, jovem mancebo, há de ser lembrado: MMA É um esporte de
criancinha. PG-13. Fraldinha. Falando sério, vocês certamente já assistiram uma
luta de MMA, né? Na maior parte do tempo, os dois lutadores (as) ficam atracados
(as) numa dança homoerótica que não leva ninguém a lugar nenhum.
Agora, se quiser ver algo realmente violento e para adultos, tire seu short apertadinho, vista suas luvas acolchoadas e vá assistir a uma luta de BOXE.
Estudos arqueológicos indicam que o boxe como esporte
nasceu, assim como a Hebe Camargo e a Dercy Gonçalves, na Grécia Antiga. A luta
foi transformada em esporte quando deixou de ser um troca-tapas sem freio e
passou a ter regras. No caso, não eram permitidos chutes nem agarrões. Já era
praticamente metade das regras do Clube da Luta.
Nos primeiros jogos Olímpicos em que apareceu (688 a.C.), o
boxe era disputado sem assaltos ou limite de tempo. Logo, a luta só acabava
quando alguém caia e não levantava mais ou pedia arrego. A porradaria era
franca e a “proteção” existente para as mãos dos pugilistas eram apenas parcas
ataduras. Pior foi na Roma Antiga, onde os pugilistas calçavam os “caestus”,
tiras de couro grosso revestido de ferro. Uma luva do demônio. Em Roma, o
pugilismo virou uma brincadeira nada saudável.
Pouco se sabe sobre o boxe durante o período da Idade Média.
Acredito que as pessoas estavam mais
interessadas em SOBREVIVER a toda uma sorte de guerras e pestes do que praticar
esportes. Contudo, no começo da Revolução Industrial, o boxe voltou a ser
praticado nos guetos de Londres.
Agora, as lutas eram separadas em assaltos, ainda sem número
limite, e os pugilistas usavam as mãos nuas. A coisa era tão violenta que e a
polícia não permitia, colocando o pugilismo na clandestinidade. Então, para
sair desta condição, em 1865, foi criada as Regras do Marquês de Queensberry. Regras
tais que vieram a colocar ordem na p#rr@ toda e ajudou o boxe a ser considerado
novamente um esporte.
Entre as novas regras estavam: Os assaltos devem durar três
minutos, com intervalo de um minuto entre eles; contagem de 10 segundos; obrigatoriedade
do uso de luvas acolchoadas; o oponente não podia mais ser agarrado.
Com a volta das Olimpíadas na era moderna, volta também o
boxe ao evento. E a partir daí, com o passar do tempo, o esporte ganha cada vez
mais destaque. Tanto reconhecimento que a cultura pop é recheada de personagens
que praticam o pugilismo. Filmes, músicas, livros, teatro, tv. Todos esse
possuindo obras inspiradas na luta. Não poderia ser diferente quando o assunto é
Card Game.
[Modo “Voz de Locutor de Boxe” On]
No corner azul, representando o Card Game Pokemon. Ele! O
baixinho porradeiro! Que deveria ter habilidades e golpes tão fortes quanto sua
moral e altivez, com vocês... HITMOOOOOONCHAAAAAAAN!
No corner vermelho, já chegam pegando fogo! Representando o
Card Game Yu-Gi-Oh. Eles que passaram de “Deck Piada” para “Deck Chato pra C@r#lh0”,
a trupe doooooos... BOXEADOREEEEES
OBSTINADOOOOS!
[Modo “Voz de Locutor de Boxe” Off]
Esses são apenas alguns representantes que ilustram esse
esporte de maneira mais evidente nos nossos conhecidos card games. Há muito
mais de onde veio esses. O pugilismo também é um estilo de luta respeitado e
milenar, com preceitos e filosofias tão profundas quanto às artes marciais
orientais.
Então galera, antes de sair por aí falando que o Anderson
Silva, Jon Jones ou sei lá quem são os melhores lutadores do mundo, saibam que
eles não durariam 3 rounds diante de lendas como Éder Jofre, Joe Fraizer, Mike
Tyson e Muhammad Ali.
See ya, folks!









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