Por Elton "Smaug" R. Vieira
Olá amiguinhos.
Temos medo do desconhecido, isso é fato. Se não conhecemos a
coisa, não chegamos perto. O famoso “ter medo do escuro” nada mais é do que
temer o desconhecido. Sabendo disso, imaginem o seguinte cenário:
Você tá relaxando em casa. Talvez até lendo um blog chamado
Dracômico. De repente, ouve na sua televisão a chamada do “Plantão da Globo”.
Ao ouvir a música demoníaca, tu já se pergunta quem terá morrido. Então Willian
Bonner, com uma cara muito séria diz:
"- Hoje, dia 27 de fevereiro de 2014, uma nave alienígena
aterrissou em Washington D.C. Não é nenhuma brincadeira ou experiência humana.
Hoje foi o dia em que respondemos uma das perguntas mais misteriosas da
história. Sim, existe vida inteligente fora do planeta Terra."
Qual seria sua reação? Voltaria a relaxar ou entraria em
pânico esperando o fim do mundo? Certamente, o planeta viveria um caos. E essa
é a premissa de um dos melhores filmes já produzidos pelo ser humano e um marco
para a ficção científica e cultura pop: O
Dia em que a Terra parou (The Day the
Earth Stood Stil, 1951).
Lançado em 1951, no começo da Guerra Fria, O Dia em que a Terra parou carrega uma
mensagem muito relevante à época. O filme começa, assim como citei acima, com
uma nave espacial aterrissando nos gramados da capital norte-americana. Na nave
estavam Klaatu (Michael Reenie), o alienígena piloto, e Gort, um robô gigante.
Eles trazem um ultimato para os líderes da Terra, ou param com as guerras e a
corrida armamentista, ou vai dar ruim. Os outros planetas não estavam gostando
dessa hostilidade toda vinda daquele pequeno ponto azul.
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| O belíssimo poster do filme. |
Logo no desembarque, para mostrar como somos bons
anfitriões, Klaatu é baleado. Levado a um hospital ele se recupera, mas sua
súplica de encontro com os líderes mundiais não são aceitas. Assim ele decide
fugir do hospital, se disfarçar como humano e para conhecer melhor a nossa
espécie.
Será que existem bondade e sensatez na Terra? E se
soubéssemos que é um estranho a nós que está procurando, ainda sim seríamos
simpático com ele? Essas questões ainda são bem atuais, vindo de um filme da
década de 50.
Mas a mensagem maior do filme é o desarmamento e a busca
pela paz. Por mais que o Klaatu tente convencer os humanos que violência não
leva a nada, essa mensagem é ignorada. Quando ele usa um pouco mais de força
para tentar nos convencer, é tratado como um inimigo. Quantas pessoas que você
conhece não agem assim ao receber conselhos? Sejam dos pais, amigos, irmãos,
etc.?
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| Quem nunca ouviu o famoso "klatu barada nikto" ? |
O clímax do filme mostra a frustração do alienígena, que não
sabe se todo o seu esforço para transmitir essa mensagem foi realmente captada,
e a frustração de nós humanos, diante da incapacidade de lidar com poderes
muito maior que o nosso. Isso tudo muito bem conduzido pelo roteiro dirigido
por Robert Wise (A Noviça Rebelde, O
Segredo de Andrômeda), baseado no livro Firewall
to the Master do escritor Harry
Bates.
Mas saibam, o filme é de 1951, o ritmo utilizado no cinema
era outro. Alguns podem achar que o filme é lento. Mas ainda sim vale a pena
ser assistido.
Cheia de metáforas e aplicabilidade, O Dia em que a Terra parou ainda alimentou muito a cultura pop. A
frase “Klaatu barada nicto” está na
lista das mais célebres do cinema, sendo utilizadas em diversas outras obras. O
robô Gort é um dos robôs mais famosos da cultura pop, usado como referência até
na música. Ou de onde vocês acham que o Daft Punk tiraram aquelas máscaras?
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| Depois que percebemos, é até óbvia a homenagem... |
Em 2008, saiu um remake do filme, com o Keanu Reeves dando
vida ao Klaatu. Apesar da atualização do roteiro, utilizando o apelo ecológico,
o original ainda se mostra superior, graças a suas camadas de profundidade,
pouco explorada na nova versão.
Então galera, façam um favor a si mesmos, corram atrás dessa
obra-prima e assistam. E com um pouco de esforço você irá mergulhar nessa
estória profunda e, ainda, altamente relevante.
See ya.




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