sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Quem indica? - Dezesseis Luas

                  Por Erton "Falcor" Vieira


“Young Adult” é um estilo literário que tem um foco. Você pode gostar ou não. Esse estilo de livro tem características bem específicas, o principal dele é que é voltado para os jovens adultos (num brinca?!) de 15 à 21 anos. O estilo “young adult” pode passear por todo tipo de vertente: ficção científica, romance, terror, fantasia, e tenho que admitir, eu gosto deste estilo de literatura. Como diria o sábio Sr. K: “Eu não preciso de críticas, preciso de tratamento”.

Na época que eu era um ~jovem adulto devorei todos os livros de Harry Potter e da Bússola de Ouro. Já depois de ter passado dessa época da minha vida, continuei lendo esse tipo de literatura. Passei por Panem com Jogos Vorazes, pelo Olimpo com Percy Jackson, pela Cidade dos Ossos de Instrumentos Mortais. Só não fui para aquela cidade lazarenta de Crepúsculo, por que aí já é demais, Crepúsculo não dá!!

E a minha indicação hoje é um livro que faz parte desse estilo de literatura e que se destacou dentre os outros do estilo: Dezesseis Luas!  

Capa da edição brasileira.


Em Dezesseis Luas (“Beautiful Creatures” nos states) conhecemos Ethan Wate, um jovem que mora na cidadezinha de Gatlin, interior dos EUA, e está doido para sair de lá. Até que conhece Lena Duchannes, que acaba de chegar na cidade de Gatlin, e se sente atraído por ela. Só que a Lena esconde um segredo que [modo locutor de sessão da tarde] vai trazer muita confusão para Ethan [/modo locutor de sessão da tarde]

Como vocês podem ver a sinopse é bem parecida com a de Crepúsculo, mas as comparações param por aí. Não tem anêmica masoquista, nem vampiro purpurina. Os personagens em Dezesseis Luas, que foi trazido para o Brasil pela Editora Galera Record, são bem construídos e com suas personalidades bem definidas. Ajuda o fato do livro ter sido escrito à quatro mãos. Isso mesmo, são duas autoras: Kami Garcia e Margaret Sthol. Algo que poucas vezes se vê em literatura como essa.  Essa colaboração deixa o enredo muito mais redondo e com muito poucos furos.

Apesar de ser um livro mais voltado para a relação de Ethan e Lena, Dezesseis Luas é diferente de Crepúsculo e Instrumentos Mortais em outra questão: o livro é contado do ponto de vista de Ethan, não do ponto de vista da mocinha. Não tem aqueles trechos onde a mocinha fica se derretendo pelo mocinho, aquela doçura pra matar qualquer diabético. Aqui o ponto de vista é de um cara que gosta de uma garota, e ponto, sem arrodeio, sem drama (tá, tem um tantinho, mas a estória pede e não prejudica). Na estória os dois protagonistas tem questões que os impedem de ficar juntos, questões físicas mesmo, que não deixa isso se tornar um dramalhão, só mais um desafio que o Ethan tem que resolver.

É um livro bacana de se ler. Com leitura fácil e com uma estória envolvente e que, faz valer mesmo a sua leitura no final do livro três, o “Dezoito Luas”. Posso afirmar com certeza que é um dos finais de livros “young adult” mais corajosos que já li (talvez só perca para o Esperança da saga Jogos Vorazes). É um daqueles finais que quando você vê o último parágrafo você solta um sonoro PQP!  Veja bem, pra esse tipo de literatura, esses tipos de momentos são aqueles que separam Bruxos de Vampiros Purpurina.

Porém como nem tudo é perfeito, aqui vai uma das poucas críticas que eu tenho sobre a saga Dezesseis Luas: Kami Garcia e Margaret Sthol podiam muito bem ter encerrado a saga no terceiro livro, Dezoito Luas. Seria um final digno de canções e aplausos. Elas não tiveram a coragem da Suzenne Collins em “Esperança”. Sim a saga Dezesseis Luas continua em “Dezenove Luas”, continuando a estória de Ethan e Lena.

Se ficasse só nos três, seria perfeito!


Mas vamos fazer o seguinte. Olha, caiu uma moeda no chão. Vem cá. Só nós dois aqui. Se você for ler a saga, faça como eu e PARE no terceiro livro. Vai se tornar uma série muito melhor!!

Tirando isso, a saga “Dezesseis Luas” são livros divertidos para os órfãos de Harry Potter, e uma leitura boa para ter entre os livros de Percy Jackson.  Recomendado!!



ps. Se você quiser ter um gostinho de como é o livro, saiu um filme dele. 

A galera do barulho


O filme “Dezesseis Luas” consegue ser legal, mas trás um enredo mais voltado para a água com açúcar do casal principal. Como pontos positivos temos os medalhões Emma Thompsom e Jeremy Irons, e a linda e, até então, desconhecida Alice Englert. Apesar de deixar de lado um pouco a mitologia do livro, o filme serve para despertar aquela curiosidade de ler os livros, foi assim que aconteceu comigo. 

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