Por Erton "Falcor" Vieira
“Young Adult” é um estilo literário que tem um foco. Você
pode gostar ou não. Esse estilo de livro tem características bem específicas, o
principal dele é que é voltado para os jovens adultos (num brinca?!) de 15 à 21
anos. O estilo “young adult” pode passear por todo tipo de vertente: ficção
científica, romance, terror, fantasia, e tenho que admitir, eu gosto deste
estilo de literatura. Como diria o sábio Sr. K: “Eu não preciso de críticas,
preciso de tratamento”.
Na época que eu era um ~jovem adulto devorei todos os livros
de Harry Potter e da Bússola de Ouro. Já depois de ter passado dessa época da
minha vida, continuei lendo esse tipo de literatura. Passei por Panem com Jogos
Vorazes, pelo Olimpo com Percy Jackson, pela Cidade dos Ossos de Instrumentos
Mortais. Só não fui para aquela cidade lazarenta de Crepúsculo, por que aí já é
demais, Crepúsculo não dá!!
E a minha indicação hoje é um livro que faz parte desse
estilo de literatura e que se destacou dentre os outros do estilo: Dezesseis
Luas!
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| Capa da edição brasileira. |
Em Dezesseis Luas (“Beautiful Creatures” nos states)
conhecemos Ethan Wate, um jovem que mora na cidadezinha de Gatlin, interior dos
EUA, e está doido para sair de lá. Até que conhece Lena Duchannes, que acaba de
chegar na cidade de Gatlin, e se sente atraído por ela. Só que a Lena esconde
um segredo que [modo locutor de sessão da tarde] vai trazer muita confusão para
Ethan [/modo locutor de sessão da tarde]
Como vocês podem ver a sinopse é bem parecida com a de
Crepúsculo, mas as comparações param por aí. Não tem anêmica masoquista, nem
vampiro purpurina. Os personagens em Dezesseis Luas, que foi trazido para o
Brasil pela Editora Galera Record, são bem construídos e com suas
personalidades bem definidas. Ajuda o fato do livro ter sido escrito à quatro
mãos. Isso mesmo, são duas autoras: Kami Garcia e Margaret Sthol. Algo que
poucas vezes se vê em literatura como essa.
Essa colaboração deixa o enredo muito mais redondo e com muito poucos
furos.
Apesar de ser um livro mais voltado para a relação de Ethan
e Lena, Dezesseis Luas é diferente de Crepúsculo e Instrumentos Mortais em outra
questão: o livro é contado do ponto de vista de Ethan, não do ponto de vista da
mocinha. Não tem aqueles trechos onde a mocinha fica se derretendo pelo
mocinho, aquela doçura pra matar qualquer diabético. Aqui o ponto de vista é de
um cara que gosta de uma garota, e ponto, sem arrodeio, sem drama (tá, tem um
tantinho, mas a estória pede e não prejudica). Na estória os dois protagonistas
tem questões que os impedem de ficar juntos, questões físicas mesmo, que não
deixa isso se tornar um dramalhão, só mais um desafio que o Ethan tem que
resolver.
É um livro bacana de se ler. Com leitura fácil e com uma
estória envolvente e que, faz valer mesmo a sua leitura no final do livro três,
o “Dezoito Luas”. Posso afirmar com certeza que é um dos finais de livros
“young adult” mais corajosos que já li (talvez só perca para o Esperança da
saga Jogos Vorazes). É um daqueles finais que quando você vê o último parágrafo
você solta um sonoro PQP! Veja bem, pra
esse tipo de literatura, esses tipos de momentos são aqueles que separam Bruxos de
Vampiros Purpurina.
Porém como nem tudo é perfeito, aqui vai uma das poucas
críticas que eu tenho sobre a saga Dezesseis Luas: Kami Garcia e Margaret Sthol
podiam muito bem ter encerrado a saga no terceiro livro, Dezoito Luas. Seria um
final digno de canções e aplausos. Elas não tiveram a coragem da Suzenne
Collins em “Esperança”. Sim a saga Dezesseis Luas continua em “Dezenove Luas”,
continuando a estória de Ethan e Lena.
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| Se ficasse só nos três, seria perfeito! |
Mas vamos fazer o
seguinte. Olha, caiu uma moeda no chão. Vem cá. Só nós dois aqui. Se você for
ler a saga, faça como eu e PARE no terceiro livro. Vai se tornar uma série
muito melhor!!
Tirando isso, a saga “Dezesseis Luas” são livros divertidos para os órfãos de
Harry Potter, e uma leitura boa para ter entre os livros de Percy Jackson. Recomendado!!
ps. Se você quiser ter um gostinho de como é o livro, saiu
um filme dele.
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| A galera do barulho |
O filme “Dezesseis Luas” consegue ser legal, mas trás um enredo
mais voltado para a água com açúcar do casal principal. Como pontos positivos temos os medalhões Emma Thompsom e Jeremy Irons, e a linda e, até então, desconhecida Alice Englert. Apesar de deixar de lado um pouco a mitologia do livro, o filme serve para despertar aquela curiosidade de ler os
livros, foi assim que aconteceu comigo.




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