Por Elton "Smaug" R. Vieira
Todos aqueles que frequentam cinema sabem que existem vários
tipos de filmes. Não estou falando do gênero, mas de uma classificação ainda
mais genérica. Alguns exemplos são: Filmes cabeças (aqueles em que os
telespectadores têm que pensar e entender a profundidade da parada); filmes de
casal (aqueles filmes que você leva o cônjuge ou pretendente para assistir). E
existem aqueles filmes que você tem que desligar o cérebro para assistir. Não
importa o primor técnico ou trama do filme, o que importa é o entretenimento no
sentido mais puro da palavra. E, amigos, Círculo de Fogo (Pacific Rim, 2013) é
divertido pra burro.
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| Ops, filme errado.... |
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| Agora sim. |
A trama do filme se passa em um futuro próximo onde a Terra é atacada por monstros colossais vindos de outra dimensão. E o único modo da humanidade sobreviver é construindo robôs humanoides guerreiros gigantes pilotados por pessoas. Robôs esses que receberam o nome de Jeager. E são eles que caem na pancadaria com os monstros, a.k.a. Kaijus.
Mas por que construir robôs humanoides guerreiros gigantes? Por que não? Poderiam ter construindo uma arma teleguiada de precisão? Claro que poderiam. Mas pilotar robôs gigantes é muito mais legal! Haja vista os Power Rangers que não me deixam mentir.
Aliás, o diretor Guillermo del Toro (Hellboy e O Labirinto do Fauno) é fã assumido dos tokusatsu ( filmes ou séries live-action de super-heróis produzidos no Japão com bastante ênfase nos “efeitos especiais”) e da cultura japonesa. Tanto que Círculo de Fogo é uma ode a obras como Godzilla, Jaspion, Ultraman, Changeman e afins. Além de claras referências a mangás e animes, como Gundam e Evangelion. Ou seja, todo mundo que, como eu, cresceu assistindo a TV Manchete na década de 90 vai se deliciar a cada segundo desse filme.
Girando em torno dos pilotos dessas máquinas colossais, o roteiro de Círculo de Fogo não exige muito do telespectador. As atuações da dupla de protagonista – Charlie Hunnam e Rinko Kikushi – são ok. Os coadjuvantes também não comprometem o filme. E ainda tem o Idris Elba, mostrando como podemos endurecer sem perder a ternura, como o ex-piloto e atual marechal Staker Pentecost (que nome foda!). Mas del Toro deixa claro que são as cenas de ação que devem brilhar em cena. Afinal, são os Jeagers as estrelas do filme. Cada robô gigante tem personalidade distinta. O Striker Eureka é o rápido, o Crimson Typhoon possui três braços, o Chemo Alpha é uma muralha que anda e o Gipsy Danger é o mais versátil. Ver eles na tela do cinema é uma coisa linda.
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| Importância dos personagens humanos em uma imagem! |
Existe outro elemento do filme que o faz entrar no hall de melhores
filmes da história universal do cinema: a trilha sonora. Recomendo todos à
ouvir. A música que Ramin Djawadi (Homem de Ferro, Fúria de Titãs) faz para o
filme é uma das mais empolgantes das últimas décadas. Carrega toda a emoção e
grandiosidade que a trama exige.
Como eu já disse, antes de ver o filme desligue o cérebro.
Não importa se as leis da física/biologia foram jogadas ao mar pelos
roteiristas. Você não vai assistir ao filme para isso. Você vai assistir ao
filme porque está querendo folia, festa e alegria. Tudo que robôs gigantes
podem proporcionar.
E se tivesse que definir Círculo de Fogo em uma palavra,
seria DIVERSÃO.





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