Por Elton "Smaug" R Vieira com auxílio de Thiaguinho Calado
Olá amiguinhos
Você pode perguntar: “Por que você nos chama de amiguinhos, Elton?”.
Eu poderia dar diversas explicações filosóficas e antropológicas para isso, mas prefiro uma explicação mais direta: Porque eu quero.
“Mas você nem me conhece, Elton? Como pode me chamar de amigo?”.
Parto do pressuposto que todo aquele que joga card game é uma pessoa diferenciada. Pode ser para o bem ou para o mal. Mas prefiro ter amigos diferenciados a pessoas genéricas. E mais, se você gosta de ler esse blog, te considero um amigo também.
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| Aaamigo é coisa pra se guardar..... |
Todos nós temos amigos. Aqueles em quem podemos confiar. Aqueles em que as idiotices não interferem. Aqueles que estão sempre lá para te apoiar. Esses sim são os amigos do peito. Esses sim podem ser considerados seus “nakamas”. Esses sim poderiam fazer parte da sua Távola Redonda!
E como tal, que outro modo de celebrar esse sentimento do que dissertar sobre a lenda daqueles que podem ser considerados os mais nobres cavaleiros que já povoaram a cultura pop: Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. E melhor ainda, tendo esse post sendo escrito a quatro mãos, com a ajuda do amiguinho Thiago “Thiaguinho” Calado.
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| Os Nobres Cavaleiros |
Em meados do século VI depois de Cristo, um rei lendário com seus nobres cavaleiros conseguem defender a Bretanha dos avanços dos poderosos saxões...
Esse conto embalou a imaginação de várias pessoas a partir do século XV: Arthur e seus cavaleiros. E é sem dúvida uma das melhores histórias de heróis jamais trovada nas tabernas dessa vida.
Apesar de ser apenas um conto, há quem acredite fielmente que a história de Arthur e em seus feitos, que vai desde matar o mago Merlin, proteger a Bretanha de um exército gigantesco, arrancar uma espada sagrada de uma pedra e até encontrar o cálice que foi utilizado por Jesus Cristo na última ceia. Realmente, um homem muito ocupado.
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| King Arthur badass |
Então senta que lá vem história:
De acordo com uma das 183 versões da lenda, o mago Merlin recebe a espada Excalibur da Senhora do Lago (Lady of Lake) e a entrega a Uther Pendragon para que ele estabeleça uma aliança com o Duque da Cornualha, já que nessa época os ingleses e franceses já tretavam.
Mas Uther, homem tinhoso, toma para si a mulher do Duque e tem com ela um filho, Arthur. O Duque e Uther acabam mortos e o pequeno bebê fica sob a responsabilidade de Merlin. Assim, o mago crava a espada em uma pedra, proclamando que “aquele que retirar a espada da pedra será Rei”. Como estava fácil se tornar rei, todos os grandes guerreiros tentaram, e falharam. Então passaram a organizar torneios anuais onde o vencedor receberia a chance de retirar a espada mágica da rocha.
Arthur, nessa época, era criado por Ectório e era o seu filho mais novo (de criação). Ele, como acontecia na era medieval, era o Pajem(jovem serviçal) de seu irmão mais velho Cai. Numa dessas batalhas Arthur perdeu a espada de Cai. Ou seja, o boyzinho tava encrencado. Tinha que arrumar uma espada o quanto antes. Foi quando viu uma espada bonitona fincada numa pedra, parecendo sem dono. E pensou, “Por que não?”. Foi lá na espada encravada na rocha e retirou-a, levando-a a seu pai. Simples assim. Neste momento, Arthur se tornou rei.
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| Coloque sua melhor trilha sonora para esse momento clássico. |
Mas nem tudo são flores na vida de Arthur Pendragon. Um outro senhor, Ban da Bretanha, nega o título de Arthur e jura guerra ao bastardo. Mas, tinhoso como o pai, Arthur imobiliza a revolta e pede para que Ban jure fidelidade. Ban recusa, pois Arthur ainda não era um cavaleiro de verdade. E nem cavalheiro de verdade, já que o jovem Rei não pediu “por favor”.
Arthur, atrevido como só ele, diz: "Estás certo meu senhor, faça-me então cavaleiro e jure fidelidade ao seu rei". Petulante, esse menino. Ban não acredita na coragem do jovem, toma a Excalibur em suas mãos e o faz cavaleiro, jurando-lhe fidelidade diante de todos os seus soldados. Assim, Arthur foi feito Rei de toda a grande Bretanha.
Como rei, Arthur se casa com Guinevere. Mas, jovem amiguinho, nem tudo são flores na vida do nosso rei. Guinevere comete adultério com o filho do Lorde Ban e seu melhor cavaleiro, Lancelot. Babado fortíssimo! Parece até que o conto foi escrito por Nelson Rodrigues, né gente?
Ao descobrir os dois, e numa soma de “dor de corno” com “acabou a honra”, Arthur crava novamente a espada mágica na pedra. Lancelot foge para não morrer e Guinevere é exilada num convento por ordens do rei. Depois disso, o reino de Camelot enfrenta a fome e a doença, e para redimir sua terra, Arthur conclama uma busca pelo Santo Graal. Por que remover a espada da pedra que ele mesmo tirou da primeira vez deveria ser mais difícil.
Mas nem tudo são flores na vida de corno-rei... Enquanto Arthur vai à busca do Graal, seu filho bastardo - Mordred - ganha força e se levanta para tomar o lugar de seu pai. Como a maioria dos filhos na Idade Média.
Sabendo dessas altas confusões aprontadas pelo jovem bastardo, Guinevere devolve a Excalibur a Arthur, que parte para enfrentar Mordred com seus poucos cavaleiros que voltaram da busca ao Graal, entre eles os famosos Borz, Perceval e Galahad. Em meio à batalha, Lancelot aparece para expiar seu crime, reverter a sorte e garantir a vitória ao seu ex-amigo e Rei.
Só que nem tudo são flores na vida de Arthur. Em um duelo final, no ápice da batalha, Arthur mata Mordred com a Excalibur, mas é fatalmente ferido. Antes de morrer, Arthur se reconcilia com Lancelot e pede ao fiel Perceval, nobre cavaleiro, que atire Excalibur no lago, onde a Senhora do Lago aparece e a toma de volta. Ao retornar ao Rei, Perceval vê que ele está morto, flutuando em um barco, em direção à Avalon.
Lenda muito boa, mas ainda tem muito mais. Voltaremos em outra oportunidade para terminar de contar as desventuras dessa galera do barulho.
See ya!





volto pra ler o restante e para ver como são os Nk segundo a lenda, sem mais, grande artigo, Parabéns.
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